quarta-feira, 29 de outubro de 2008

correndo atrás do prejú!

isso aqui tá as moscas né!
cheio de teias de aranhas...
mas o que acontece é que to correndo atrás do preju de ficar um tempo off da vida real.
enfim... voltei a viver, a fazer as coisas acontecerem e aqui vai ficando... quando tudo estiver nos trilhos de volta eu volto, pois gostei daqui :D

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O dia que Júpiter encontrou Saturno (C.F.A.)


Foi a primeira pessoa que viu quando entrou. Tão bonito que ela baixou os olhos, sem querer querendo que ele também a tivesse visto. Deram-lhe um copo de plástico com vodka, gelo e uma casquinha de limão. Ela triturou a casquinha entre os dentes, mexendo o gelo com a ponta do indicador, sem beber.
...
Ria sozinha quase o tempo todo, uma moça magra querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz. Molhou os lábios na vodka tomando coragem de olhar para ele, um moço queimado de sol e calças brancas com a barra descosturada. Baixou outra vez os olhos, embora morena também, e suspirou soltando os ombros. Só porque era sábado e não ficaria, desta vez não, parada entre o som, a televisão e o livro, atenta ao telefone silencioso. Sorriu olhando em volta, muito bem, parabéns, aqui estamos.Não que estivesse triste, só não sentia mais nada.Levemente, para não chamar atenção de ninguém, girou o busto sobre a cintura, apoiando o cotovelo direito sobre o peitoril da janela. Debruçou o rosto na palma da mão, os cabelos lisos caíram sobre o rosto. para afastá-los, ela levantou a cabeça, e então viu o céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Vista assim parecia não uma moça vivendo, mas pintada em aquarela, estatizada feito estivesse muito calma, e até estava, só não sentia mais nada, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco parada assim, meio remota, o moço das calças brancas veio se aproximando sem que ela percebesse.Parado ao lado dela, vistos de dentro, os dois pintados em aquarela - mas vistos de fora, das janelas dos carros procurando bares na avenida, sombras chinesas recortadas contra a luz vermelha.E de repente o rock barulhento parou e a voz de John Lennon cantou every dau, every way is getting better and better. Na cabeça dela soaram cinco tiros. Os olhos subitamente endurecidos da moça voltaram-se para dentro, esbarrando nos olhos subitamente endurecidos dos moço. As memórias que cada um guardava, e eram tantas, transpareceram tão nitidamente nos olhos que ela imediatamente entendeu quando ele a tocou no ombro.
-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?-Quase cheia. Em Virgem.-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.-Isso é bom?-Eu não sei. Deve ser.-É sim. Bom encontrar você.-Também acho.(Silêncio)
-Você gosta de Júpiter?
-Gosto. Na verdade "desejaria viver em Júpiter onde as almas são puras e a transa é outra".
-Que é isso?
-Um poema de um menino que vai morrer.
-Como é que você sabe?
-Em fevereiro, ele vai se matar em fevereiro.(Silêncio)
-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.(Silêncio)
-Como é que você sabe?
-O quê?
-Que o menino vai se matar.
-Sei de muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda.
-Eu não sei nada.
-Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
-Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não compreendo.
-Ninguém compreende.
-Às vezes sim. Eu te ensino.
-Difícil, morri em dezembro. Com cinco tiros nas costas. Você também.
-Também, depois saí do corpo. Você já saiu do corpo?(Silêncio)
-Você tomou alguma coisa?
-O quê?
-Cocaína, morfina, codeína, mescalina, heroína, estenamina, psilocibina, metedrina.
-Não tomei nada. Não tomo mais nada.
-Nem eu. Já tomei tudo.
-Tudo?
-Cogumelos têm parte com o diabo.
-O ópio aperfeiçoa o real
-Agora quero ficar limpa. De corpo, de alma. Não quero sair do corpo.(Silêncio)
...
-O sol já foi embora.
-A estrada escureceu.
-Mas navegamos.
-Sim. Onde está o Norte?
-Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.(Silêncio)
-Você é de Virgem?
-Sou. E você, de Capricórnio?
-Sou. Eu sabia.
-Eu sabia também.
-Combinamos: terra.-Sim. Combinamos.(Silêncio)
-Amanhã vou embora para Paris.
-Amanhã vou embora para Natal.
-Eu te mando um cartão de lá.
-Eu te mando um cartão de lá.
-No meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
-No meu não vai ter pedra, só mar. E uma palmeira debruçada.(Silêncio)-Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Parada do meu lado, olhando de perfil.
-Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
-Vamos nos ver?
-No teu chá. No meu chá.(Silêncio)
-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.(Silêncio)
-Mas não seria natural.
-Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
-Natural é encontrar. Natural é perder.
-Linhas paralelas se encontram no infinito.
-O infinito não acaba. O infinito é nunca.
-Ou sempre.(Silêncio)
-Tudo isso é muito abstrato. Está tocando "Kiss, kiss, kiss". Por que você não me convida para dormirmos juntos.
-Você quer dormir comigo?
-Não.
-Porque não é preciso?
-Porque não é preciso.(Silêncio)
-Me beija.
-Te beijo.

Foi a última pessoa que viu ao sair. Tão bonita que ele baixou os olhos, sem saber sabendo que ela também o tinha visto. Desceu pelo elevador, a chave do carro na mão. Rodou a chave entre os dedos, depois mordeu leve a ponta metálica, amarga. Os olhos fixos nos andares que passavam, sem prestar atenção nos outros que assoavam narizes ou pingavam colírios. Devagarinho, conquistou o espaço junto à porta. Os ruídos coados de festas e comandos da madrugada nos outros apartamentos, festas pelas frestas, riu sozinho. Ria sozinho quase sempre, um moço queimado de sol, com a barra branca das calças descosturadas, querendo controlar a própria loucura, discretamente infeliz.Mordeu a unha junto com a chave, lembrando dela, uma moça magra de cabelos lisos junto à janela. Baixou outra vez os olhos, embora magro também. E suspirou soltando os ombros, pés inseguros comprimindo o piso instável do elevador. Só porque era sábado, porque estava indo embora, porque as malas restavam sem fazer e o telefone tocava sem parar. Sorriu olhando em volta.Não que estivesse triste, só não compreendia o que estava sentindo.Levemente, para não chamar a atenção de ninguém, apertou os dedos da mão direita na porta aberta do elevador e atravessou o saguão de lado, saindo para a rua. Apoiou-se no poste da esquina, o vento esvoaçando os cabelos, e para evitá-lo ele então levantou a cabeça e viu o céu. Um céu tão claro que não era o céu normal de Sampa, com uma lua quase cheia e Júpiter e Saturno muito próximos. Visto assim parecia não um moço vivendo, mas pintado num óleo de Gregório Gruber, tão nítido estava ressaltado contra o fundo da avenida, e assim estava, mas sem compreender, fazia tempo. Quem sabe porque não evidenciava nenhum risco, a moça debruçou-sena janela lá em cima e gritou alguma coisa que ele não chegou a ouvir. Parado longe dela, a moça visível apenas da cintura para cima parecia um fantoche de luva, manipulado por alguém escondido, o moço no poste agitando a cabeça, uma marionete de fios, manipulada por alguém escondido.De repente um carro freou atrás dele, o rádio gritando "se Deus quiser, um dia acabo voando". Na cabeça dele soaram cinco tiros. De onde estava, não conseguiria ver os olhos da moça. De onde estava, a moça não conseguiria ver os olhos dele. Mas as memórias de cada um eram tantas que ela imediatamente entendeu e aceitou, desaparecendo da janela no exato instante em que ele atravessou a avenida sem olhar para trás.

sábado, 10 de maio de 2008

será possível???

um começo errado...
uma continuação em encontros desencontrados...
será possível errar tanto com alguém e ainda assim ter um final bom? não precisa ser feliz, apenas bom já tá bom!
no fundo eu sinto que sim, mas isso não depende só de mim, a pessoa em questão tem que saber e querer perdoar... deixar o rancor de lado...
se

segunda-feira, 7 de abril de 2008

eu

mordo!

e depois,

assopro!

e esqueço...

sábado, 5 de abril de 2008

fazia tempo que não escutava esta música...

O Leãozinho

(Caetano Veloso)

gosto muito de te ver leãozinho
caminhando sob o sol
gosto muito de você leãozinho
para desentristecer leãozinho
o meu coração tão só
basta eu encontrar você no caminho

um filhote de leão raio da manhã
arrastando o meu olhar como um ímã
o meu coração é o sol pai de toda cor
quando ele lhe doura a pele ao léu

gosto de te ver ao sol leãozinho
de te ver entrar no mar
tua pele tua luz tua juba
gosto de ficar ao sol leãozinho
de molhar minha juba
de estar perto de você e entrar numa



agora ela soa diferente! enfim o passado não existe mais :D olhos para o futuro sempre...

sem passado e sem memória e feliz da vida hehe

Agora Só Falta Você

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê?

E fui andando sem pensar em mudar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou

Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta...

(rita lee)

sabe aquele dia em que vc encontra um amigo pega uma garrafa de vinho e fica até a madrugada conversando? terça rolou isso e o P. me disse: o ontem já foi, não muda! esquece! o que importa mesmo é daqui pra frente!
parece bobo, mas muita coisa mudou aqui dentro desde então!
então vam'bora! :D

quarta-feira, 2 de abril de 2008

hoje sei onde devo estar

e sei que não é aqui! é aí ao seu lado, para compartilhar o silêncio tão importante e necessário nesse momento.

mas tem um oceano inteiro entre a gente!

recebi o e-mail... sinto por estar aqui e não aí!

te tenho no colo tenha certeza!

não precisa falar nada, não pense, apenas durma e sonhe com a gente sentada na grama num dia de céu azul e sol gostoso, estamos rindo...

te prometo que esse sonho não vai demorar para se realizar!

amo-te.

terça-feira, 1 de abril de 2008

simplesmente é o P.

Sabe aqueles dias que vc ta desanimado por estar desanimado?

Tipo vc começa a pensar e percebe que ainda não tem a vida que quer ter... vc não ta no trampo que quer, não tem o carro que quer ( e nem a carteira pra dirigir o tal carro) vc ainda não terminou a faculdade e que ainda vai levar um tempinho e dedicação para alcançar tudo isso mas no momento vc ta sem saco nenhum e tá de cara por tudo e por nada?

Ta tem uns motivos que te deixam irritada no trampo sim... vc precisa de desafios e agora tá naquele marasmo, tédio insuportável... vc muda o horário todo o dia... o itinerário... conversa com as pessoas propõe idéias para saírem desse mundinho que acabou ficando o ambiente de trabalho... mas nada!

Nada muda!!! È vc que temq eu mudar, sair para novos horizontes!

Isso mesmo legal! Mas o que eu quero fazer? (tu-tu-tu-tu)

E então vc continua irritada! É tpm! Sim pode ser, mas tem algo mais... num sei...

AAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Gritar não resolveu...

Mas eis que: aparece uma janelinha piscando no monitor!

- tudo bem?
- não!
- quer conversar sobre?
- sim! Mas aqui no messenger num rola!
- uma sinuca? Cerveja?
- ok, mas tenho yoga L
- depois do yoga babe!
- eba!

E eis que tudo mudou!

Tenho que admitir que não sei mais o que seria da minha vida sem ele.

Agora ele é meu Prozac.

O melhor amigo que alguém pode ter. Presente sem ser grudento ou chato.
Não me julga nunca, nem quando não quero atender o telefone. Aceita minhas diferenças e meu mal humor! Minha rabugisse! Meu mal gosto! Meus ataques de stress de carência de alegria exacerbada. Sabe todos os meus segredos. Puxa minha orelha quando preciso. Me manha quando to carente.

Enfim ele é tudo pra mim.

E eu tenho que parar com essa mania de ficar desanimada, afinal não tenho motivos pra isso e se tenho ele me faz esquecer.

domingo, 30 de março de 2008

Desmemória!

O decidir não ter memória tem seus prós e seus contras!

...

ainda estou digerindo isso...

sexta-feira, 28 de março de 2008

música que num sai da cabeça! (oh inconsciente!)

Balada triste
Que me faz Lembrar alguém
Alguém que existe
E que outrora Foi meu bem
Balada triste Melodia do meu drama
Esse alguém já não me ama
Esqueceu você também
Não há mais nada
Foi um sonho
Que passou
Triste balada
Só você me acompanhou
Fica comigo !
Velha amiga, companheira
Quero cantar-te a vida inteira
Prá lembrar o que passou...

(IRA)

recado para os amigos

hoje falando com o soneca no telefone disse uma frase pra ele que quero repetir pra todos os amigos queridos.

como saber se vc é um deles?

se vc recebe e-mails, telefonemas ou sinais de mensagem perguntando como tá ou só dando oi vc é um deles tá ;)

a frase é a seguinte:

- NÃO SUMA NUNCA DA MINHA VIDA TÁ!

mas como aprendi na PNL que o uso do "não" em começo de frase não é registrado então re-escrevo a frase da seguinte maneira:

- SEJA PRESENTE NA MINHA VIDA SEMPRE!

amo vcs!

quinta-feira, 27 de março de 2008

vontade de falar...

...

— Não vou perguntar por que você voltou, acho que nem mesmo você sabe, e se eu perguntasse você se sentiria obrigado a responder, e respondendo daria uma explicação que nem mesmo você sabe qual é. Não há explicação, compreende? Eu também não queria perguntar, pensei que só no silêncio fosse possível construir uma compreensão, mas não é, sei que não é, você também sabe, pelo menos por enquanto, talvez não se tenha ainda atingido o ponto em que um silêncio basta? É preciso encher o vazio de palavras, ainda que seja tudo incompreensão? Só vou perguntar por que você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto. E esquece sabendo que está esquecendo.
...

— Não quero complicar nada. Nunca quis. Também não queria falar. Mas eu não podia simplesmente receber você com a cara de ontem.

...

— Não houve nada. Você não precisa se preocupar pelo que não houve.

...

(C.F.A.)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Continuidade

pois é! isso mesmo!
continuidade!
já cansei disso aqui... e lembrei do que o P. me disse um dia quando fui toda empolgada contar pra ele do meu mais novo plano (o de entrar pro coral de MPB da federal) ele disse: Kau é legal, mas vc tem que dar continuidade as coisas!
Eu sempre começo e nunca termino... me canso das coisas, pessoas, cursos, eventos...
goste de planejar, pensar e quando ta acontecendo já tem outra coisa mais interessante...
aff!
pois é! acho q as coisas aqui vão acontecer de vez em quando mesmo...
tempo é algo que num tá me sobrando ultimamente... ainda mais para o mundo virtual...

segunda-feira, 3 de março de 2008

Sabadão perfeitim :D

Depois de umas beras e um Sophia Loren no Mafalda o combinado era dormir até meio dia de sábado! Agora cada um dorme no seu respectivo canto, estamos mais espaçosos... Não! Não disse gordos, disse es-pa-ço-sos. A amizade é assim né! No começo dividir a mesma cama era normal e mesmo sendo de solteiro sobrava espaço. Agora é impossível hehe!
Às 11 horas toca o meu celular. Ok, quero te ver! A tarde será ótimo! Ok, vc não pode tudo bem, a talvez role um tempinho, ok! Estarei pelo centro resolvendo “coisas”, é qualquer coisa! Me liga se quiser e tiver um tempinho...
Almoçinho rápido e básico! Peixinho frito e salada, hum.... Escapei de lavar a louça, mas dona Marlene foi catedrática, hoje vc não lava a louça porque estão com pressa, não gosto que o Pablito corra com o carro, mas da próxima vez vc lava a louça! Ok dona Marlene, tudo bem :)
No prédio do Ro nos separamos ele pega as meninas e vão ensaiar e eu... bem eu vou andar por aí sábado de céu azul não tem preço... Andar por aí? Pela XV? Aff... Plano B urgente!
Ligo pro pai... É uma conversinha rápida um cafezinho... O quê? Duas da tarde a e ainda ta almoçando com a minha mãe, irmã e cunhado? Não pai não vai dar pra ir aí tenho compromisso... E não é com a família... Entro numa loja compro guache para as crianças, adoro vê-las se divertindo pintando... hum... vou levar velas, canecas...
Saio da loja o celular toca, to no centro, ok te espero na esquina!
Saudades! :D
Bom te ver! Onde tem um café aqui por perto? Com espaço para nós? Para nossa conversa? Não tem não...
Então vamos caminhar... uma lanchonete, um suco... ali na galeria, sem movimento, sem agitação, sem pessoas! Ótimo! Um suco de cupuaçu, por favor! Adoro cupuaçu! Temos que ir a alguns lugares ok... conversamos... sobre tudo, sobre nada... vamos para casa... calor sol e seguimos rumo à serra :)
Chegamos! Nos separamos... segunda a gente se vê então, ok eu te ligo ;)
O empório! Isso! Farei umas comprinhas, sementes, chás, sucrilhos para as crianças... hum... vou fazer broa! Gosto de fazer pães, mas broa nunca fiz! Domingo será muito bom pra fazer broa... centeio, trigo integral, dona a senhora sabe fazer broa? Ok, entendi, é isso e só? Então amanhã já sei o que vou fazer :D
Hei! Quais eram as ervas que a Lu comentou pra fazer o tal banho? Sim! Arruda, guiné e alecrim... adoro alecrim... sacola cheia... sobe o morro, caminho de casa...
Chego em casa ouve a mãe e a irmã contar do almoço divertido com o pai... as crianças estão num festa de aniversário, ok vou aproveitar que tudo ta calmo e vou tomar um banho... farei o chá, dois litros dá! Nosa quanta erva... espera amornar... tá um pouco quente ainda... Mas dá pra tomar banho assim mesmo... ducha rápida, escorre o chá ainda quente pelo corpo, da cabeça pra baixo apenas, está quente mesmo!
Saio do banheiro cheirando a alecrim... adoro alecrim... a casa cheira a ervas... deito no sofá, corro por todos os canais, na cultura ta rolando show do Nando reis e os infernais... que energia... não! Essa música não... dá uma saudade de alguém sempre ausente... uma lágrima rola... respiro fundo... mando pra longe esse pensamento... nossa que sono... acaba o show... desligo a tv e durmo um sono leve e tranqüilo de criança acalantada pela mãe... efeito das ervas?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Muita gente comentou sobre o “empenho” sobre o prazer do banho quente... mas o que me marcou e ainda está na memória não é nada disso... do “perrengue” na noite da montanha lembro só de alguns flashes, do banho quente não lembro nada!
O que ainda está o tempo todo na memória são os rostos de antes e depois.
Lembro das trocas de expectativas e desejos de sexta a noite, quando fizemos olhando olho no olho de um por um do grupo e a sensação indescritível da troca de experiências na conversa regada a chimarrão e algumas lagrimas depois do café reforçado com sopa de milho no domingo de manhã. Participar disso tudo é uma experiência única, ver ali na tua frente a mudança, e desejo muito que as pessoas se permitam experiências deste tipo, chegar ao limite se conhecer e se encontrar faz toda a diferença. Minha mãe até comentou que sentiu inveja da vivência porque é claro que nenhum maluco faz isso de livre e espontânea vontade hehe apenas acontece, mas para as coisas acontecem precisamos quere-las e foi isso que todo o grupo quis, mudança! Aprendizado (confesso que foi um tanto quanto forçado hahaha) mas foi um grande aprendizado.
Não eram os mesmos rostos que eu via no domingo pela manhã, e isso é o mais especial, é incrível como em algumas horas pode-se transmutar-se tanto! E não considero apenas o fato ocorrido à noite, sito o exemplo, que pra mim ficou muito marcado de uma mulher, a que parecia e talvez fosse mesmo a mais frágil do grupo, quando a olhei na sexta, aqui em Curitiba na portaria do prédio, lembro que pensei, esta não anda nem 10 min na Montanha, e pensei nela novamente quando saí da cachoeira lá em cima na montanha e voltei pra clareira a primeira visão que tive foi dessa mulher sentada numa pedra, esgotada, mas transmutada e com um semblante sereno, não me contive e fui até ela para comentar o que eu via. É tão bom ver a transmutação acontecendo e o resultado dela, essa mulher para mim foi tal como a borboleta saindo do casulo. E agradeço a ela por ter permitido participar disso tudo :D

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

me adaptando ao novo

nossa!

nunca pensei que fosse gostar disso aqui, na verdade já tinha feito um blog que morreu assim que nasceu...

mas sério muita coisa mudou desde sábado...

e nossa como faltou coisa pra contar ainda!

a melhor frase que eu ouvi lá foi do anjo Paulo que disse +/- assim apo´s todos concordarem que ele era o nosso héroi: "as vezes herói é aquele que não teve a oportunidade de fugir"...

e a foto que eu e a fadinha resolvemos tirar no meio da madrugada e só saia borrões, como se nós não estivessemos lá!

e hoje de manhã vindo pro trabalho encontrei com um amigo e acabei contando o ocorido pra ele que me espantou quando disse: "vc sempre acaba no meio de aventuras, nunca me convide para ir pro mato contigo" hahaha no fim combinamos um acampamento na páscoa, será que vem nova aventura?

é talvez a maioria não saiba, mas meu final de ano na guarda do embaú junto com a gi foi uma aventura também, e agora pensando aqui com meus botões, percebo que aind bem que foi com a gi, porque depois de tantos anos de amizade e tribulações, no fim tudo deu certo :D

e ainda bem que sempre acaba tudo certo porquê ainda tenho muitas aventuras e aprendizados pela frente, além dos sonhados os que irão acontecer, pq simplesmente a vida flui no ritmo dela e sacar as mensagens que aparecem é que faz a diferença de viver e sobreviver...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Um fim de semana diferente

No final de semana que passou, fui pra montanha fazer algo diferente!
O caminho de cura interior!
Terapia!
Sim, isso mesmo, um grupo de 22 pessoas um guia Romano (que é parte da montanha) e a terapeuta Márcia Lech (espacoser@vegaturbo.com.br) subindo a montanha para tratar o “corpo emocional” usando os limites do “corpo físico” (dentro da física quântica temos 4 corpos: o físico, o mental, o emocional e o espiritual).
Acreditei que fosse algo simples para mim, pois adoro o contato com a natureza, atravessar rios, subir a montanha (Montecrista), aprendi o valor destas coisas há uns 10 anos atrás junto com o querido amigo Velhinho, quando subíamos o Marumbi, mas há alguns anos não fazia nada parecido.
Nosso dia de “tratamento” começou cedo, às 6 da manhã, com garoa, mas a subida é possível mesmo com garoa, então atravessamos o rio e subimos até a clareira onde o grupo de 24 pessoas se dividiu alguns foram até o topo da montanha, outros, inclusive eu, preferiram tomar um banho de cachoeira e outros ainda foram até a gruta continuar o “trabalho” no seu “corpo” espiritual. A descida foi um pouco mais complicada que a subida, pois começou a chover, era o batismo da Montanha, o grupo ficou animado descemos rindo, brincando abaixo d’água! No final da descida o único pensamento era comer a sopinha quente da Izabel e dormir gostoso na pousada (Montecrita.org).
Começamos a travessia do rio, primeiro as mulheres mais frágeis e quando estávamos passando a 7° pessoa o rio subiu muito rápido a Grandilia quase foi com a força das águas não fosse o Renato segura-la pelo colarinho.
Tivemos que escolher outro caminho, voltamos na trilha, pegamos uma outra e andamos uns 2 km abaixo d’água e agora sobre um pequeno riacho, pois a trilha era só água... O pequeno riacho que tínhamos que atravessar tornou-se um imenso obstáculo, não tivemos outra opção a não ser voltar para a margem do rio onde estava a nossa corda e aguardar a chuva cessar e o rio baixar... A parte do grupo que subiu ao topo da montanha retornou as 19:00 hrs e éramos novamente 17 pessoas.
Um anjo que subia a montanha para ficar sozinho se juntou a nós, pois com a chuva que caia era impossível acampar na montanha, aliás, essa montanha é muito especial, pois parecia que ela queria que nos tornássemos parte dela e foi o quê aconteceu.
Nosso anjo o Paulo (autor do livro “O artesão do meu futuro”) improvisou uma tenda com as capas de chuvas que algumas pessoas tinham levado, e ali ficamos aguardando o rio baixar ensopados, sentados na lama, com pouca água e comida, pouco espaço para se mover e até mesmo se acomodar no chão, nos abraçando para aquecer e ficando malucos com as picadas dos mosquitos que não nos deixavam em paz (a ponto de acabar minha latinha de repelente) um bicho entrou na minha calça e me ferrou a coxa, ainda ta roxo, aliás, hematomas e escoriações não faltam... Os bombeiros e a polícia florestal chegaram por volta das 22:00 hrs, mas não havia chance nenhuma de atravessar o rio que subiu uma média de 3 m e avançou uns dois nas margens... Árvores inteiras desciam o rio com grande velocidade, o jeito era aguardar mesmo e rezar pra chuva parar. A meia noite a chuva cessou a lua apareceu e as nossas esperanças de atravessar o rio aumentaram, quando já acreditávamos no fato a chuva retornou forte e agora gelada, como não havia ninguém ferido (fisicamente) os bombeiros e a policia foram embora às 2 da manhã. Passamos por várias fases de humor no período de pouco mais de 12 horas que ficamos ilhados às margens do rio. Raiva, ódio, tristeza, agonia, egoísmo, alegria, união, companheirismo, fraternidade, enfim estávamos dentro de um caldeirão emocional com diversos ingredientes. Nosso grupo que havia se conhecido na sexta à noite e que tinha integrantes de várias cidades do Brasil estava muito unido e isso foi o mais importante, pois não fosse essa integração muitos (inclusive eu) não suportariam tal experiência. Mas não foram tudo só momentos ruins, quando as meninas entoaram um mantra e também quando nosso anjo cantou uma música dos indígenas americanos me senti leve e com forças para suportar tudo aquilo.
O dia demorou a amanhecer, e a agonia tomou conta de mim, se não fosse às poucas aulas de yoga que tive acho que não suportaria, pois nas últimas horas fiquei concentrada na respiração e em posições para suportar as dores e a agonia que crescia em mim. Às 6 horas da manhã nosso anjo foi à beira do rio, para nossa sorte a corda arrebentou para o nosso lado e ficou li mesmo, então Paulo amarrou-a um pouco acima no rio, só tinha um, porém o trecho tinha muita correnteza ainda e a Márcia não sabendo do meu trauma de água me indicou para ser a primeira a atravessar, confesso que suei frio, quando vi que os homens que primeiro entraram no rio para fazer apoio para os que atravessavam tiveram dificuldades de passar o meu medo tomou conta, só que agora não tinha opção, era atravessar ou fica ali, e isso eu não conseguia mais, então respirei fundo e entrei no rio, sabia que não podia demonstrar medo, pois era a caçula das mulheres daquele grupo e elas precisavam acreditar que era possível atravessar, mais uma vez o anjo se fez presente quando me colocou entre seus braços e me ajudou a atravessar, o medo se desfez na hora, ao chegar à outra margem e olhar para o rio às minhas costas fui tomada por uma alegria imensa, mais um desafio superado! Na beira do rio estava parte do grupo que tinha atravessado no dia anterior e que passaram a noite, aflitos e mentalizando força para nós, e com certeza foi isso que fez a diferença para o grupo suportar tudo aquilo, Romano já estava se preparando para entrar no rio ajudar os que estavam atravessando, me olhou e disse, corra não espere ninguém tome um banho se aqueça e descanse, não precisou falar duas vezes saí em disparada para a pousada corri tanto e com tanta força sem perceber, era o instinto, já não tinha razão nem consciência do que fazia. Após todos se recuperarem com uma ducha, ainda com as mãos e pés inchados, enrugados e esbranquiçados como uvas passas, fomos para o refeitório e compartilhamos experiências e sentimentos e isso foi muito especial, para mim o que tinha acontecido há algumas horas fazia parte de um sonho ruim. Sei que ainda tenho muito que aprender com tal experiência e me lembro dela cada vez que respiro, pois as dores no corpo não me fazem esquecer.
Agora além de ter certeza que tenho 23 novos amigos, pedaços de mim, me sinto uma nova pessoa, com a mesma essência, mas com muitas coisas transmutadas com certeza.